quinta-feira, 17 de abril de 2014

Sofá

Já te esperava, assim que enrolaste a mão direita em punho para com os nós bater à porta, eu estava lá, e assim que consegui agarrei-te na mão ainda levantada, ainda em punho, e puxei-te para dentro, puxei-te para mim.
As nossas bocas encontraram-se e as nossas línguas envolveram-se. Mãos, braços, envolveram-nos um no outro. Foi só após este cumprimentar de corpos que nos permitimos observar um ao outro. Com a tua mão ainda segura na minha, afastei-te, observei-te. Não foi preciso dizer nada, percebeste apenas por olhar nos meus olhos a minha aprovação. O vestido que escolheste enaltece-te na perfeição.

Larguei a tua mão e abracei-te, beijei-te. Primeiro a boca, depois o queixo, o pescoço, o decote, que expuseste abertamente para mim colocando a cabeça para trás. Adoro o teu sabor. As minha mãos desceram percorreram as tuas coxas e subindo o vestido colocaram-se firmemente no teu rabo. Adoro o toque da tua pele. Puxei-te para mim, elevando-te do chão. Rapidamente as tuas pernas estavam em redor da minha anca. Numa dança só nossa rodei-te até que, como se fosse destino inevitável, descansei-te no sofá. Passivo, inerte, colocado sem vontade própria, no entanto, naquele momento, parecia mesmo saber que a sua função era nos receber naquela tarde.

3 comentários:

Eu sem ti disse...

Delicioso!

Os sofás...são mágicos. :-)

ruiva disse...

E com ruivas la ainda melhor. :p

Beijos entre corpos que se devoram

Viciado disse...

Ruiva: tenho a certeza que sim ... só é pena não ter tido nenhuma a jeito ...

;)

beijo